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domingo, 19 de dezembro de 2010

I São João, 1

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O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado e as nossas mãos têm apalpado no tocante ao Verbo da vida - porque a vida se manifestou, e nós a temos visto; damos testemunho e vos anunciamos a vida eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou -,  o que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo.  Escrevemo-vos estas coisas para que a vossa alegria seja completa.      A nova que dele temos ouvido e vos anunciamos é esta: Deus é luz e nele não há treva alguma. Se dizemos ter comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não seguimos a verdade.  Se, porém, andamos na luz como ele mesmo está na luz, temos comunhão recíproca uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado.  Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniqüidade.  Se pensamos não ter pecado, nós o declaramos mentiroso e a sua palavra não está em nós.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Gênesis, 1




No princípio, Deus criou o céu e a terra. A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas.  Deus disse: “Faça-se a luz”! E a luz se fez. Deus viu que a luz era boa. Deus separou a luz das trevas.  À luz Deus chamou “dia” e às trevas chamou “noite”. Houve uma tarde e uma manhã: o primeiro dia.  Deus disse: “Faça-se um firmamento entre as águas, separando umas das outras”.  E Deus fez o firmamento. Separou as águas debaixo do firmamento, das águas acima do firmamento. E assim se fez.  Ao firmamento Deus chamou “céu”. Houve uma tarde e uma manhã: o segundo dia. Deus disse: “Juntem-se num único lugar as águas que estão debaixo do céu, para que apareça o solo firme”. E assim se fez.  Ao solo firme Deus chamou “terra” e ao ajuntamento das águas, “mar”. E Deus viu que era bom.   Deus disse: “A terra faça brotar vegetação: plantas, que dêem semente, e árvores frutíferas, que dêem fruto sobre a terra, tendo em si a semente de sua espécie”. E assim se fez. A terra produziu vegetação: plantas, que dão a semente de sua espécie, e árvores, que dão seu fruto com a semente de sua espécie. E Deus viu que era bom.  Houve uma tarde e uma manhã: o terceiro dia. Deus disse: “Façam-se luzeiros no firmamento do céu, para separar o dia da noite. Que sirvam de sinais para marcar as festas, os dias e os anos.  E, como luzeiros no firmamento do céu, sirvam para iluminar a terra”. E assim se fez.  Deus fez os dois grandes luzeiros, o luzeiro maior para presidir ao dia e o luzeiro menor para presidir à noite, e também as estrelas.   Deus colocou-os no firmamento do céu para iluminar a terra  presidir ao dia e à noite e separar a luz das trevas. E Deus viu que era bom.  Houve uma tarde e uma manhã: o quarto dia.  Deus disse: “Fervilhem as águas de seres vivos e voem pássaros sobre a terra, debaixo do firmamento do céu”.  Deus criou os grandes monstros marinhos e todos os seres vivos que nadam fervilhando nas águas, segundo suas espécies, e todas as aves segundo suas espécies. E Deus viu que era bom.  Deus os abençoou, dizendo: “Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra”.  Houve uma tarde e uma manhã: o quinto dia.  Deus disse: “Produza a terra seres vivos segundo suas espécies, animais domésticos, animais pequenos e animais selvagens, segundo suas espécies”. E assim se fez.  Deus fez os animais selvagens segundo suas espécies, os animais domésticos segundo suas espécies e todos os animais pequenos do chão segundo suas espécies. E Deus viu que era bom.          Deus disse: “Façamos o ser humano à nossa imagem e segundo nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todos os animais selvagens e todos os animais que se movem pelo chão”.  Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou. Homem e mulher ele os criou.               E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que se movem pelo chão”.        Deus disse: “Eis que vos dou, sobre toda a terra, todas as plantas que dão semente e todas as árvores que produzem seu fruto com sua semente, para vos servirem de alimento.               E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todos os animais que se movem pelo chão, eu lhes dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez.  E Deus viu tudo quanto havia feito e achou que era muito bom. 

sábado, 13 de novembro de 2010

Marcos, 1

Princípio da boa nova de Jesus Cristo, Filho de Deus. Conforme está escrito no profeta Isaías  Eis que envio o meu anjo diante de ti: ele preparará o teu caminho. Uma voz clama no deserto: Traçai o caminho do Senhor, aplanai as suas veredas   João Batista apareceu no deserto e pregava um batismo de conversão para a remissão dos pecados.  E saíam para ir ter com ele toda a Judéia, toda Jerusalém, e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados.   João andava vestido de pêlo de camelo e trazia um cinto de couro em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.  Ele pôs-se a proclamar: "Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calçado.  Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo." Ora, naqueles dias veio Jesus de Nazaré, da Galiléia, e foi batizado por João no Jordão.  No momento em que Jesus saía da água, João viu os céus abertos e descer o Espírito em forma de pomba sobre ele.  E ouviu-se dos céus uma voz: "Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição."  E logo o Espírito o impeliu para o deserto.  Aí esteve quarenta dias. Foi tentado pelo demônio e esteve em companhia dos animais selvagens. E os anjos o serviam.  Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galiléia. Pregava o Evangelho de Deus, e dizia:  "Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho."  Passando ao longo do mar da Galiléia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores.   Jesus disse-lhes: "Vinde após mim; eu vos farei pescadores de homens." Eles, no mesmo instante, deixaram as redes e seguiram-no. Uns poucos passos mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca, consertando as redes. E chamou-os logo.  Eles deixaram na barca seu pai Zebedeu com os empregados e o seguiram.  Dirigiram-se para Cafarnaum. E já no dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar.  Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.  Ora, na sinagoga deles achava-se um homem possesso de um espírito imundo, que gritou:  "Que tens tu conosco, Jesus de Nazaré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus! Mas Jesus intimou-o, dizendo: "Cala-te, sai deste homem!" O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu.  Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: "Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade; além disso, ele manda até nos espíritos imundos e lhe obedecem!"     A sua fama divulgou-se logo por todos os arredores da Galiléia   Assim que saíram da sinagoga, dirigiram-se com Tiago e João à casa de Simão e André.  A sogra de Simão estava de cama, com febre; e sem tardar, falaram-lhe a respeito dela.                Aproximando-se ele, tomou-a pela mão e levantou-a; imediatamente a febre a deixou e ela pôs-se a servi-los.    À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram-lhe todos os enfermos e possessos do demônio.        Toda a cidade estava reunida diante da porta.  Ele curou muitos que estavam oprimidos de diversas doenças, e expulsou muitos demônios. Não lhes permitia falar, porque o conheciam.                De manhã, tendo-se levantado muito antes do amanhecer, ele saiu e foi para um lugar deserto, e ali se pôs em oração.  Simão e os seus companheiros saíram a procurá-lo.   Encontraram-no e disseram-lhe: "Todos te procuram."   E ele respondeu-lhes: "Vamos às aldeias vizinhas, para que eu pregue também lá, pois, para isso é que vim."           Ele retirou-se dali, pregando em todas as sinagogas e por toda a Galiléia, e expulsando os demônios.  Aproximou-se dele um leproso, suplicando-lhe de joelhos: "Se queres, podes limpar-me."        Jesus compadeceu-se dele, estendeu a mão, tocou-o e lhe disse: "Eu quero, sê curado." E imediatamente desapareceu dele a lepra e foi purificado.         Jesus o despediu imediatamente com esta severa admoestação:  "Vê que não o digas a ninguém; mas vai,mostra-te ao sacerdote e apresenta, pela tua purificação, a oferenda prescrita por Moisés para lhe servir de testemunho."  Este homem, porém, logo que se foi, começou a propagar e divulgar o acontecido, de modo que Jesus não podia entrar publicamente numa cidade. Conservava-se fora, nos lugares despovoados; e de toda parte vinham ter com ele.