Mostrando postagens com marcador Eclesiastes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eclesiastes. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Eclesiastes, 3


Tudo tem seu tempo. Há um momento oportuno para cada coisa debaixo do céu:  tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; 
tempo de matar e tempo de curar; tempo de destruir e tempo de construir;
tempo de chorar e tempo de rir; tempo de lamentar e tempo de dançar;
tempo de espalhar pedras e tempo de as ajuntar; tempo de abraçar e tempo de se afastar dos abraços;
tempo de procurar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora;
tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar;
tempo do amor e tempo do ódio; tempo da guerra e tempo da paz.
Que proveito tira o trabalhador do seu esforço?
Observei a tarefa que Deus impôs aos humanos, para que nela se ocupassem.
As coisas que ele fez são todas boas a seu tempo. Além disso, entregou o mundo ao coração deles. No entanto, o ser humano jamais chega a conhecer o princípio e o fim da ação que Deus realiza.
Compreendi, então, que nada de bom existe senão alegrar-se e fazer o bem durante a vida.
Pois todo aquele que come e bebe, e vê o fruto do seu trabalho, isso é dom de Deus.
Aprendi que tudo o que Deus faz é para sempre. A isso nada podemos acrescentar, nem disso podemos tirar, do que Deus fez para que o temam.
O que já foi, é o que está sendo; o que existirá, já foi, pois Deus vai em busca do que passou.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Eclesiastes, 9



Em tudo isso refleti, no meu coração, e procurando entendi que os justos e os sábios, com suas obras, estão nas mãos de Deus. Se é amor ou ódio, o ser humano não sabe: à sua frente estão todas as coisas.
Assim, todos têm um só destino: tanto o justo como o ímpio, o bom como o mau, o puro como o impuro, o que oferece sacrifícios como o que não os oferece. Assim, o bom é como o pecador, e como quem jura, aquele que evita jurar.
Este é o pior mal que existe entre todas as coisas que acontecem debaixo do sol: que o mesmo destino toca a todos. Por isso, o coração dos filhos de Adão está cheio de maldade e de insensatez enquanto vivem; depois, seu fim é junto aos mortos.
Aquele, pois, que está no meio de todos os que vivem, tem confiança: um cão vivo vale mais do que um leão morto.
Os vivos, ao menos, sabem que irão morrer; os mortos, porém, não sabem mais nada, nem terão mais recompensa, porque a sua memória caiu no esquecimento.
Seu amor, ódio e inveja terminaram, e eles não mais participam deste mundo nem da obra que se faz debaixo do sol.
Vai, pois, come teu pão com alegria e bebe gostosamente o teu vinho, porque já agradaram a Deus, há muito, as tuas obras
Que tuas roupas sejam sempre bem cuidadas e nunca falte óleo perfumado sobre a tua cabeça.
Goza da vida em companhia da esposa, a quem amas, em todos os dias da tua vida passageira, que te foram dados debaixo do sol, em todo o tempo da tua precária existência: esta é a tua porção na vida e no trabalho que suportas debaixo do sol.
Tudo que tua mão puder fazer, faze-o com empenho. Pois no mundo dos mortos, para onde vais, não existe trabalho, nem reflexão, nem sabedoria e nem conhecimento.
Voltei-me para outra direção e vi, debaixo do sol, que a corrida não é dos velozes, nem, dos fortes, a guerra; nem, dos sábios, o pão, nem, dos instruídos, a riqueza, nem, dos prudentes, a graça, pois todos dependem do tempo e do acaso.
Além disso, o ser humano desconhece o seu fim: como os peixes são pescados numa rede funesta e como os pássaros são presos na armadilha, assim as pessoas são surpreendidas pela desgraça quando esta lhes cai por cima de repente.
Mas vi também, debaixo do sol, este exemplo de sabedoria, que considerei notável:
Havia uma pequena cidade, com poucos habitantes. Veio contra ela um rei poderoso e cavou trincheiras, e levantou grandes fortificações ao seu redor.
Encontrava-se aí, porém, um homem pobre, mas sábio, que libertou a cidade com a sua sabedoria. No entanto, ninguém depois se recordou daquele pobre.
Por isso eu dizia que é melhor a sabedoria do que a força, ainda que a sabedoria do pobre seja desprezada e suas palavras não sejam ouvidas.
As palavras dos sábios, proferidas com brandura, são escutadas melhor do que os gritos do príncipe entre os insensatos.
É melhor a sabedoria do que as armas de guerra. Um só, que tiver falhado, põe a perder muitos bens.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Eclesiastes 12, 1-14


1 Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles;
2 antes que se escureçam o sol e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva;
3 no dia em que tremerem os guardas da casa, e se curvarem os homens fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas,
4 e as portas da rua se fecharem; quando for baixo o ruído da moedura, e nos levantarmos à voz das aves, e todas as filhas da música ficarem abatidas;
5 como também quando temerem o que é alto, e houver espantos no caminho; e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e falhar o desejo; porque o homem se vai à sua casa eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça;
6 antes que se rompa a cadeia de prata, ou se quebre o copo de ouro, ou se despedace o cântaro junto à fonte, ou se desfaça a roda junto à cisterna,
7 e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu.
8 Vaidade de vaidades, diz o pregador, tudo é vaidade.
9 Além de ser sábio, o pregador também ensinou ao povo o conhecimento, meditando, e estudando, e pondo em ordem muitos provérbios.
10 Procurou o pregador achar palavras agradáveis, e escreveu com acerto discursos plenos de verdade.
11 As palavras dos sábios são como aguilhões; e como pregos bem fixados são as palavras coligidas dos mestres, as quais foram dadas pelo único pastor.
12 Além disso, filho meu, sê avisado. De fazer muitos livros não há fim; e o muito estudar é enfado da carne.
13 Este é o fim do discurso; tudo já foi ouvido: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é todo o dever do homem.
14 Porque Deus há de trazer a juízo toda obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.

terça-feira, 22 de junho de 2010

ECLESIASTES 3, 1-22


Tudo tem seu tempo


1 Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.
2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
3 tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar;
4 tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
5 tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;
6 tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora;
7 tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
8 tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

Meditação sobre a vida

9 Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?
10 Tenho visto o trabalho penoso que Deus deu aos filhos dos homens para nele se exercitarem.
11 Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs na mente do homem a idéia da eternidade, se bem que este não possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim.
12 Sei que não há coisa melhor para eles do que se regozijarem e fazerem o bem enquanto viverem;
13 e também que todo homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho é dom de Deus.
14 Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar, e nada se lhe pode tirar; e isso Deus faz para que os homens temam diante dele:
15 O que é, já existiu; e o que há de ser, também já existiu; e Deus procura de novo o que já se passou.

Desapontamento

16 Vi ainda debaixo do sol que no lugar da retidão estava a impiedade; e que no lugar da justiça estava a impiedade ainda.
17 Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo propósito e para toda obra.
18 Disse eu no meu coração: Isso é por causa dos filhos dos homens, para que Deus possa prová-los, e eles possam ver que são em si mesmos como os brutos.
19 Pois o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos brutos; uma e a mesma coisa lhes sucede; como morre um, assim morre o outro; todos têm o mesmo fôlego; e o homem não tem vantagem sobre os brutos; porque tudo é vaidade.
20 Todos vão para um lugar; todos são pó, e todos ao pó tornarão.
21 Quem sabe se o espírito dos filhos dos homens vai para cima, e se o espírito dos brutos desce para a terra?
22 Pelo que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras; porque esse é o seu quinhão; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?

sábado, 12 de junho de 2010

Eclesiastes 2, 1-6

Ilusão do prazer

Eu disse comigo no meu coração:

"Vou experimentar-te com alegria:desfruta da felicidade!"

 Mas tambem isso é vaidade.

Do riso eu disse: "Loucura"
e da alegria:"Para que serve?"


Ponderei seriamente entregar meu corpo ao vinho, embora deixando meu coração se conduzido pela sabedoria. Pensei em abraçar a insensatez, para averiguar o que é útil que os filhos de Adão façam debaixo do sol, nos breves dias de sua vida. Multipliquei minhas atividades construí casas e platei vinhas; cultivei jardins e pomares, enchendo-os com árvores de toda espécie de frutos; construí reservatórios de água para regar o bosque das árvores que germinavam.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Eclesiastes 1, 2 a 11

Vaidade de vaidades, diz o pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade.

3.Que proveito tira o ser humano de todo trabalho com o qual se afadiga debaixo do sol ? 

4. Uma geração passa, outra vem, e a terra continua sempre a mesma.

5. O sol se levanta, o sol se põe e se apressa para voltar ao seu lugar onde renasce.

6. O vento gira para o sul e dobra para o norte; passando ao redor de todas as coisas ele prossegue e volta aos seus rodeios.

7. Todos os rios correm para o mar, e o mar contudo não transborda; para o lugar de onde saíram voltam os rios, no seu percurso.

8. Todas as coisas são difícieis e não se pode explicá-las com palavras. A vista não se cansa de ver, nem o ouvido se fartar de ouvir

9. O que foi,é isto mesmo será. E o que foi feito, é isto mesmo que vai ser feito: 10. não ha nada de novo debaixo do sol. Uma coisa da qual se diz:
"Eis aqui algo de novo", ela já nos precedeu, nos séculos que houve antes de nós.

11. Não há memoria dos tempos antigos. E, quando àqueles que vierem depois, e colher na hora certa.

O autor conclui seu ensinamento ensinando a usar bem a luz da juventude para enfrentar serenamente o apagar das luzes.

Eclesiastes  4, 13 a 16

" É melhor um jovem pobre, mais sábio do que um rei ancião mas insensato, que já não aceita conselho".

De fato, aquele jovem saiu da prisão para ser rei, embora tenha nascido pobre no reino deste ancião. Vi todos os viventes que andam debaixo do sol em companhia do adolescente, o qual agora sucede o outro no trono.

 " Infinita era a quantidade de gente, de todos aos quais ele comandava; mas os que virão depois não se alegrarão com ele. Pois também isto é vaidade e aflição do espírito".