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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Homilía



Num mundo marcado por falsos juízos, Jesus nos adverte:
“Não julgueis, para que não sejais julgados”.
Esta expressão – que pode tranquilamente se entender por criticar – é das mais conhecidas, mas nem sempre é interpretada corretamente.
O julgamento que não devemos fazer é aquele em que nos colocamos em lugar de juiz para condenarmos ou falarmos mal a respeito do nosso irmão ou nosso próximo segundo nossa própria avaliação. Isso, porém, não se refere ao discernimento que deve ser exercido pelo cristão  ou pela Igreja  para se proteger contra os que praticam o mal ou ensinam falsidades, ou para manter a disciplina para o bem da Igreja.
Quem ousa julgar os outros sofrerá a consequência desta usurpação de poder, pois também virá a ser julgado pela mesma medida e achado em falta!
Lembremo-nos sempre das nossas próprias imperfeições antes de nos colocarmos no lugar de “juiz” para apontar as faltas dos outros. O Senhor Jesus chama isso de hipocrisia: é preciso primeiro eliminar nossas próprias faltas e imperfeições antes de julgarmos as dos outros. As nossas, sob esta perspectiva, são maiores e se comparam a uma trave em nosso olho quando só podemos ver um argueiro no olho do nosso irmão.
Ao nos depararmos com pessoas tão perversas que tratam as verdades divinas com total desprezo e reagem com violência quando lhes falamos do Evangelho, não temos a obrigação de continuar insistindo com elas. Se o fizermos, apenas estaremos aumentando a condenação que já pesa sobre elas. Nem sempre é fácil perceber quando uma pessoa pode ser classificada nessa categoria, mas, quando em dúvida, temos o recurso de pedir discernimento em oração. Por isso, reze:

“Pai, livra-me de julgar meus semelhantes de maneira severa e impiedosa. Que eu seja misericordioso com eles, assim como és misericordioso comigo. Amém!”


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Homilía



Jesus diz: “Não acumuleis riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam”.

O que significa “acumular tesouros no céu”? Trata-se de saber de onde vim, o que faço aqui na terra e para onde vou. Descobrir qual o fundamento da minha existência e nele colocar a minha confiança. Se o deposito nos bens materiais desta terra, sempre corro o perigo de perder o que acumulei.
Porém, se este fundamento é Deus, ninguém vai poder destruí-lo e terei a liberdade interior de partilhar com os outros os bens que possuo. Para que isso seja possível e visível é importante que se crie uma convivência comunitária que favoreça a partilha e a ajuda mútua, na qual a maior riqueza ou tesouro não é a riqueza material, mas sim a riqueza ou o tesouro da convivência fraterna nascida a partir da certeza trazida por Jesus de que Deus é o meu Pai e Pai de todos. E se Ele é nosso Pai todos nós somos irmãos. E é em nosso Pai, é n’Ele, que deve estar o nosso coração de filhos.
A lâmpada do corpo é o olho, porque, como afirmou Cristo: “Os olhos são como uma luz para o corpo”. Mas, para entender o que o Senhor nos pede, é necessário ter olhos novos. Jesus é exigente e pede muita coisa: não acumular, não servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo. Essas recomendações exigentes tratam daquela parte da vida humana, na qual as pessoas têm mais angústias e preocupações. É urgente que tenhamos o nosso olho lúcido e sadio, porque “Se teu olho estiver doente, todo o teu corpo estará também doente”.
Na realidade, a pior doença que se possa imaginar é uma pessoa fechar-se em si mesma e em seus bens e confiar somente neles. É a doença da tibieza, da mesquinhez. Quem olha a vida com este olhar viverá na tristeza e na escuridão. O remédio para curar esta doença é a conversão, a mudança de mentalidade e de ideologia. Colocando o fundamento da vida em Deus, o olhar se torna generoso e a vida toda se torna luminosa, pois faz nascer a partilha e a fraternidade.
Jesus quer uma mudança radical. Quer que vivamos como Deus é. A imitação de Deus leva à partilha justa dos bens e ao amor criativo, que gera fraternidade verdadeira.
Onde está a sua riqueza, aí estará o seu coração. Onde está a sua e a minha riqueza? Muitas pessoas idolatram o marido, a esposa, os filhos – ou parentes – colocando-os acima de Deus. Outras colocam em primeiro lugar o dinheiro, os bens materiais (o carro, o cavalo, a vaca, as joias etc.) e relegam para o segundo – ou o último lugar – Deus e a família. Esquecem-se de que é em Deus, é no amor ao próximo como a si mesmo, que está a fonte da vida.
Meu irmão, a você eu me dirijo e pergunto: Que luz você tem como referência? Para onde direciona o seu olhar? Para as coisas do mundo ou para o Círio Pascal, que é a fonte da luz sem ocaso? Ele é a luz no mundo, quem Lhe segue não se engana nem na vida e nem na morte.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Homilia Diaria




O homem que quer viver conforme a verdade – conforme Deus – há de procurar, antes de qualquer coisa, ter uma consciência reta, porque é no mais profundo do coração que o ser humano é o que é. Ostentação ou aplausos dos outros se não correspondem ao ser interior, que escapa aos olhares alheios, são pura vaidade e engano. A lei de Cristo não atinge o homem apenas no seu comportamento exterior, como por vezes fazem as leis humanas, mas desce ao mais íntimo do coração deste, porque é aí que está a raiz de tudo o que no homem nasce de bom e de mau. E o único que chega lá é Deus Pai:
 “Teu Pai vê o que fazes no segredo

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Homilía




O que mais atrai sobre nós a benevolência do Alto é a nossa solicitude para com o próximo. Assim, é justamente esta a disposição que Cristo exige de Pedro:
“Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu bem sabes que eu te amo. E Jesus lhe diz: Apascenta as minhas ovelhas”.
Por que, deixando os outros apóstolos de lado, Jesus se dirige a Pedro a respeito deles? É que este era o primeiro entre os apóstolos, o que falava em nome deles, o chefe do seu grupo, tanto que o próprio Paulo vem consultá-lo um dia e não os outros. Para demonstrar a Pedro que podia confiar plenamente que sua negação fora anulada, Jesus lhe dá agora a primazia entre os seus irmãos. Não menciona que O negou nem o envergonha com o seu passado.
 “Se tu me amas, diz Ele, permanece à frente dos teus irmãos; proves, agora, aquele amor apaixonado que sempre demonstrastes por mim, com tanta alegria! A vida – que dizias estar pronto a dar em meu favor – Eu quero que a dês pelas minhas ovelhas”.
Interrogado uma primeira vez e depois uma segunda, o apóstolo Pedro apela para o testemunho d’Aquele que conhece o segredo dos corações. Interrogado uma terceira vez, ele se perturba, e o temor o domina. Lembra-se de que outrora fizera afirmações solenes e que os acontecimentos haviam desmentido. E é por isso que procura, agora, apoiar-se em Jesus: “Tu conheces tudo”, afirma Pedro. Cristo conhece tanto o presente quanto o futuro. Vejamos Pedro como tornou-se melhor e mais humilde, como perdeu sua arrogância e seu espírito de contradição! Perturbou-se ao pensamento de que podia ter a impressão de amar sem amar realmente. “Tanto estava seguro de mim mesmo no passado – pensa ele – como agora me sinto confuso”. Jesus o interroga três vezes, e três vezes lhe dá a mesma ordem: Apascenta as minhas ovelhas. Demonstra assim o apreço que tem pelo cuidado de suas ovelhas, pois faz, de tal cuidado, a maior prova de amor para com Ele.
Depois de ter falado a Pedro deste amor, Jesus prediz o martírio que lhe está destinado. Manifesta desse modo toda a confiança que deposita nele. Para nos dar um exemplo de amor e mostrar a melhor forma de amar, diz o Senhor: “Quando eras jovem, tu mesmo amarravas teu cinto e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, outros te cingirão e te levarão para onde não queres ir”. Era, aliás, o que Pedro tinha querido e desejado outrora; por isso é que Jesus lhe fala assim. Pedro dissera, com efeito: “Eu darei a minha vida por ti!” E também: “Ainda que eu tenha de morrer contigo, não te negarei!”
Seguir a Jesus significa renunciar ao desejo de poder e comprometer-se com Ele no serviço humilde aos pobres e excluídos. Isso é solicitude para com Cristo na pessoa do próximo. E é isso que o Senhor espera de mim e de você.
Entregue-se! Como Pedro, responda “sim” ao seu chamado.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Homilia Diaria


Meu filho, não existe tristeza no coração do homem que não possa ser transformada em alegria por Jesus. Todavia, mais fundamental que confiarmos no amor de Deus, é apegar-se a este amor de forma sobrenatural, mesmo que as pessoas à sua volta o incentivem a desistir dos seus sonhos, mesmo que elas coloquem barreiras naquilo que você tem buscado. Não importa! Deus é maior. Confie no Senhor e – somente assim – esta tristeza vai se transformar em alegria. E esta alegria não será tirada de seu coração por ninguém. Ela será a alegria plena.